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Inscrições Abertas! Não Percam!

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(Recebi por e-mail e não resisti em partilhar aqui com vocês...rsrs)

CURSO DE FORMAÇÃO PARA HOMENS

OBJETIVO PEDAGÓGICO:
Permite aos homens desenvolver a parte do corpo da qual ignoram a total existência (o cérebro).

SÃO 4 MÓDULOS:

MÓDULO I: Introdução (Obrigatório)
1. Aprender a viver sem a mamãe (2.000 horas)
2. Minha mulher não é minha mãe (350 horas)
3. Entender que não se classificar para o Mundial não é a MORTE (500 horas)

MÓDULO II: Vida a dois
1. Ser pai e não ter ciúmes do filho (50 horas)
2. Deixar de dizer impropérios quando a mulher recebe as amigas (500 horas)
3. Superar a síndrome de "o controle remoto é meu" (550 horas)
4. Não urinar fora do vaso (1.000 horas - exercícios práticos em vídeo)
5. Entender que os sapatos não vão sozinhos para o armário (800 horas)
6. Como chegar ao cesto de roupa suja (500 horas)
7. Como sobreviver a um resfriado sem agonizar (450 horas)

MÓDULO III: Tempo livre
1. Passar uma camisa em menos de duas horas (exercícios práticos)
2. Tomar a cerveja sem arrotar, quando se está à mesa (exercícios práticos)

MÓDULO IV: Curso de cozinha
1. Nível 1 (principiantes - os eletrodomésticos) ON/OFF = LIGA/DESLIGA
2. Nível 2 (avançado) - minha primeira sopa instantânea sem queimar a panela
3. Exercícios práticos - ferver a água antes de colocar o macarrão

**CURSOS COMPLEMENTARES**

ATENÇÃO: POR RAZÕES DE COMPLEXIDADE E DIFICULDADE NO ENTENDIMENTO DOS TEMAS, OS CURSOS TERÃO NO MÁXIMO 3 ALUNOS

1. A eletricidade e eu: vantagens econômicas de contar com um técnico competente para fazer reparos;
2. Cozinhar e limpar a cozinha não provoca impotência nem homossexualidade (práticas em laboratório);
3. Porque não é crime presentear com flores, embora já tenha se casado com ela;
4. O rolo de papel higiênico: ele nasce ao lado do vaso sanitário? (biólogos e físicos falarão sobre o tema da geração espontânea);
5. Como baixar a tampa do vaso passo a passo (teleconferência);
6. Porque não é necessário agitar os lençóis depois de emitir gases intestinais (exercícios de reflexão em dupla);
7. Os homens dirigindo, podem SIM, pedir informação sem se perderem ou correr o risco de parecerem impotentes (testemunhos);
8. O detergente: doses, consumo e aplicação. Práticas para evitar acabar com a casa;
9. A lavadora de roupas: esse grande mistério!!!
10. Diferenças fundamentais entre o cesto de roupas sujas e o chão (exercícios com musicoterapia);
11. A xícara de café: ela levita, indo da mesa à pia? (exercícios dirigidos por Mister M);
12. Analisar detidamente as causas anatômicas, fisiológicas e/ou psicológicas que não permitem secar o banheiro depois do banho.
(Autoria desconhecida)

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Primavera

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Na natureza, em um primeiro momento de pouca luz (beirando à melancolia), caem as folhas e para quem olha de fora, o cenário reflete o fim. É o outono.
Mas a grandeza que a nossa mente ainda não está preparada pra entender traz a primavera, com a promessa de cor, luz e vida.
Além de enfeitar nossos dias, ela anuncia que os frutos chegarão; aquela sementinha há tempos lá, parecendo até adormecida, floreia pra que o resultado de tanta espera se concretize, para mostrar que não foi à toa que ficou por lá tanto tempo... A melancolia dos dias cinza, de chuva e frio dá espaço ao sol, à cor, ao brilho e, principalmente à esperança... Li isso hoje:
"A primavera traz de volta o impulso para a vida que precisa se renovar e garantir a sobrevivência das espécies. Nas plantas, a energia se concentra nas flores que desabrocham com seus aromas e cores atraentes, seduzindo insetos e pássaros que se encarregarão de espalhar o pólen e fecundar as espécies vegetais. No reino animal, o calor do sol acelera o metabolismo, machos e fêmeas tornam-se mais bonitos e o impulso sexual aflora nas belas plumagens e nos rituais de acasalamento que trarão à vida os filhotes no início do verão. Para nós humanos que também somos animais, ainda que andemos meio esquecidos disso imersos no cimento da vida moderna, a primavera também traz seus recados."
A primavera sempre foi minha estação preferida, por sua temperatura, pelas cores que as árvores tomam, pela proximidade do fim do ano e, principalmente por seu simbolismo.
Por quê eu estou com esse papo de maluca hoje?!
Porque especialmente hoje, desejo a vocês e a mim mesma que a primavera aconteça não só no calendário do hemisfério sul, mas que aconteça com todo seu simbolismo em nossas vidas, florindo nossa alma, enchendo de perfume e beleza a nossa existência, para que os frutos de tudo o que plantamos, sonhamos e tanto almejamos, venham fortes, doces e com toques de vitória.
O que passou, passou. Foi nosso outono... Ficou pra trás, não adianta lamentar. Foi necessário. Agora é hora de se entregar à promessa da primavera.
Como dizem os baianos: um cheiro em vocês, com o perfume da esperança que está chegando...
Beijos grandes, enormes até!!!

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Eu Sei, Mas Não Devia...

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Essa crônica da Marina relata exatamente o que acaba acontecendo na vida da gente: o costume, o hábito, que nos emperra e limita, cerceando nossa vontade (e porque não, necessidade) de mudar.
Em meio a devaneios e conjecturas, concluí que o meu grande problema estava aí: embora eu não estivesse feliz com alguma situação (ou pessoa), me mantinha ali, já que de alguma forma "aquilo" me trazia segurança, na medida que eu estava acostumada (sim, é mais fácil também, já que não precisava arriscar nada, dar a cara pra bater!). Qualquer tentativa de mudança me apavorava... Daí eu pensava: mudar certamente me fará perder o que tenho... E somos bichos bestas mesmo (falo por mim e por tanta gente como eu). Embora aquilo não sirva pra nada a gente não quer perder. Não fomos preparados pra perder...
Mas eu aprendi... Não quero mais me acostumar com coisas ruins! Quero me acostumar com coisas boas e fazer minha vida acontecer!
E esse será meu desejo de hoje a vocês: que a vida aconteça! Nada de carangueijo (só devidamente acompanhado de um belo pôr-do-sol na praia e cerveja gelada, rs!!) Vamos andar pra frente!!! Vamos fazer a vida acontecer e não mais nos acostumarmos com aquilo que não é bom!

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá pra almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos. E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer filas para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes. A abrir as revistas e a ver anúncios. A ligar a televisão e a ver comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. A contaminação da água do mar. A lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e que gasta, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colasanti (Este texto foi publicado em seu livro homônimo "Eu Sei, Mas Não Devia" - Editora Rocco - Rio de Janeiro - 1996. Com este livro Marina conquistou o Prêmio Jabuti em 1997).

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Teste de Honestidade

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Pra quem ainda não viu, uma pequena amostra do humor irreverente da turma do CQC. Isso é Brasil, minha gente!!!

Brasília


Rio de Janeiro

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E Se...

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Duvido que qualquer um que ler este blog hoje, não tenha em algum momento da vida pensado: E se eu tivesse feito assim? E se eu tivesse namorado ele? E se eu não tivesse casado? E se eu tivesse?...
Pois é o famoso “e se...”, algo que muitas vezes nos atormenta. Eu, com minha inútil tentativa de acertar sempre, pensando milhares e milhões de vezes antes de tomar qualquer atitude, sou dominada por esses pensamentos a todo instante e já comentei aqui no blog sobre a minha incurável sensação de que no passado era mais feliz. Lorota, claro que não era. Até porque, naquela época, também pensava o mesmo do que tinha vivido anteriormente. E assim vai... Mas em muitos momentos fico imaginando como seria minha vida se tivesse tomado algumas decisões diferentes. Mas é isso aí, bobagem imaginar isso; somos o que somos e nada pode mudar.
A todo momento temos, no mínimo, dois lados a seguir, duas decisões para tomar e não adianta porque é e sempre será assim.
Esse texto do Verissimo resume exatamente essa sensação e dúvida do que poderíamos ter feito ou sido, se mudássemos uma vírgula da nossa história.
E pra ser honesta e porque não realista, posso até ter me ferrado muito nesta vida, mas não me arrependo das decisões que tomei até hoje e que mudaram o rumo do meu barco, porque não troco a pessoa de hoje pela que eu era há 10 ou 15 anos atrás. E isso só foi possível porque, embora muitas estradas tenham sido percorridas na contramão, me fortaleceram e me enriqueceram tornando-me quem sou hoje.
E tem mais. A cada dia que acordamos temos a incrível possibilidade de nos arrepender e recomeçar, de ver o que está certo e persistir. É algo mágico cada despertar, pois temos a possibilidade de viabilizar o que sonhamos, o que queremos. Então, dane-se o que passou...
O que importa é o que virá... E que assim seja!!!!
Beijão gente. Fiquem com Verissimo...

Versões

Vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido. Ah, se apenas tivéssemos acertado aquele número ("Unzinho e eu ganhava a sena acumulada"), topado aquele emprego, completado aquele curso, chegado antes, chegado depois, dito "sim", dito "não", ido para Londrina, casado com a Doralice, feito aquele teste... Agora mesmo neste bar imaginário em que estou bebendo para esquecer o que não fiz - aliás, o nome do bar é "Imaginário" - sentou um cara do meu lado direito e se apresentou.
- Eu sou você se tivesse feito aquele teste no Botafogo.
E ele tem mesmo a minha idade e a minha cara. E o mesmo desconsolo.
- Por quê? Sua vida não foi melhor do que a minha?
- Durante um certo tempo, foi. Cheguei a titular. Cheguei à seleção. Fiz um grande contrato. Levava uma grande vida. Até um dia...
- Eu sei, eu sei... - disse alguém sentado do outro lado dele.
Olhamos para o intrometido. Tinha a nossa idade e a nossa cara e não parecia mais feliz do que nós. Ele continuou:
- Você hesitou entre sair e não sair do gol. Não saiu, levou o único gol do jogo, caiu em desgraça, largou o futebol e foi ser um medíocre propagandista.
- Como é que você sabe?
- Eu sou você se tivesse saído do gol. Não só peguei a bola como mandei para o ataque com tanta perfeição que fizemos o gol da vitória. Fui considerado o herói do jogo. No jogo seguinte, hesitei entre me atirar nos pés de um atacante e não me atirar. Como era um "herói", me atirei. Levei um chute na cabeça. Não pude mais ser goleiro. Não pude mais nada. Nem propagandista. Ganho uma miséria do INSS e só faço isso: bebo e me queixo da vida. Se não tivesse ido nos pés do atacante...
- Ele chutaria para fora.
Quem falou foi outro sósia nosso, ao lado dele, que em seguida se apresentou.
- Eu sou você se não tivesse ido naquela bola. Minha carreira continuou. Fiquei cada vez mais famoso, e agora com fama de sortudo também. Fui vendido para o futebol europeu, por uma fábula. O primeiro goleiro brasileiro a ir jogar na Europa. Embarquei com festa no Rio...
- E o que aconteceu? - perguntamos os três em uníssono.
- Lembra aquele avião da Varig que caiu na chegada em Paris?
- Você...
- Morri com 28 anos.
Bem que tínhamos notado a sua palidez.
- Pensando bem, foi melhor não fazer aquele teste no Botafogo...
- Nem sair do gol naquela bola...
- E ter levado o chute na cabeça...
- Foi melhor - continuei - ter ido fazer o concurso para o serviço público naquele dia. Ah, se eu tivesse passado...
- Você deve estar brincando - disse alguém sentado à minha esquerda.
Tinha a minha cara, mas parecia mais velho e desanimado.
- Quem é você?
- Eu sou você, se tivesse entrado para o serviço público.
Vi que todas as banquetas do bar à esquerda dele estavam ocupadas por versões de mim no serviço público, uma mais desiludida do que a outra. As conseqüências de anos de decisões erradas, alianças fracassadas, pequenas traições, promoções negadas e frustração. Olhei em volta. Eu lotava o bar. Todas as mesas estavam ocupadas por minhas alternativas e nenhuma parecia estar contente. Comentei com o barman que, no fim, quem estava com melhor aspecto, ali, era eu mesmo. O barman fez que sim com a cabeça, tristemente. Só então notei que ele também tinha a minha cara, só com mais rugas.
- Quem é você? - perguntei.
- Eu sou você, se tivesse casado com a Doralice.
- E?
Ele não respondeu. Só fez um sinal com o dedão virado para baixo.

Luis Fernando Verissimo (Novas Comédias da Vida Privada, 1996)

(Creio que a vida não é feita das decisões que você não toma, ou das atitudes que você não teve, mas sim, daquilo que foi feito. Se bom ou não, penso que é melhor viver do futuro que do passado...)

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Sentir-se Amado

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Sou fã de carteirinha da Martha Medeiros! Sempre que possível, vou postar aqui no blog uma crônica escrita por ela.
Beijokas...

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama. Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.

Martha Medeiros

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Depilação (Versão Masculina)

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Estava eu assistindo TV numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada o que fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando minha esposa deitou ao meu lado e ficou brincando com minhas "partes".
Após alguns minutos ela veio com a seguinte idéia: Por quê não depilamos seus ovinhos, assim eu poderia fazer "outras coisas" com eles...
Aquela frase foi igual a um sino na minha cabeça. Por alguns segundos fiquei imaginando o que seriam "outras coisas". Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu não tive mais como negar. Concordei.
Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei olhando para a TV, porém minha mente estava vagando pelas novas sensações que só acordei quando escutei o beep do microondas.
Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de "dona da situação" que deixaria qualquer médico urologista sentindo-se como residente.
Fiquei tranqüilo e autorizei o restante do processo. Ela pediu para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e liberasse o aceso à zona do agrião. Pegou meus ovinhos como quem pega duas bolinhas de porcelana e começou a passar cera morna.
Achei aquela sensação maravilhosa!! O Sr. P já estava todo "pimpão" como quem diz: "sou o próximo da fila"!!
Pelo início, fiquei imaginando quais seriam as "outras coisas" que viriam.
Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou ambos no plástico com tanto cuidado que eu achei que iria levá-los para viagem.
Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica de prazer: na Thailândia, na China ou pela Internet mesmo.
Porém, alguns segundos depois ela esticou o saquinho para um lado e deu um puxão repentino. Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro PUTA-QUE-O-PARIU quase falado letra por letra.
Olhei para o plástico para ver se o couro do meu saco não tinha ficado grudado na cera. Ela disse que ainda restaram alguns pelinhos, e que precisava passar de novo.
Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!!
Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito em minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazônica em extinção, e fui para o banheiro. Sentia o coração bater nos ovos.
Abri o chuveiro e foi a primeira vez que eu molhei o saco antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos só deixando a água escorrer pelo meu corpo.
Saí do banho, mas nesses momentos de dor qualquer homem vira um bebezinho novo: faz merda atrás de merda.
Peguei meu gel pós barba com camomila "que acalma a pele", enchi as mãos e passei nos ovos. Foi como se tivesse passado molho de pimenta! Sentei na privada, peguei a toalha de rosto e fiquei abanando os ovos como quem abana um boxeador no 10° round.
Olhei para o coitado. Ele, tão alegrinho minutos atrás, estava tão pequeno que mais parecia que eu tinha saído de uma piscina 5 graus abaixo de zero..
Nesse momento minha esposa bateu na porta do banheiro e perguntou o que estava acontecendo. Aquela voz, antes aveludada, ficou igual a de um carrasco mandando eu entregar o presidente da revolução.
Saí do banheiro e voltei para o quarto. Ela estava argumentado que os pelos tinham saído pelas raízes, que demorariam para voltar a nascer.
"Pela espessura da pele do meu saco, meus netos irão nascer sem pelos nos ovos", respondi.
Ela pediu para olhar como estavam. Eu falei para olhar com meio metro de distância e sem tocar em nada!!
Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta). Naquele momento, sexo para mim seria somente para perpetuar a espécie humana.
No outro dia pela manhã fui me arrumar para ir trabalhar. Os ovos estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros.
Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca antes visitados. Tentei colocar a cueca, mas nada feito. Procurei alguma cueca de veludo e nada. Vesti a calça mais folgada que achei no armário e fui trabalhar, sem cueca mesmo.
Entrei na minha seção andando igual a um cowboy cagado. Falei bom dia para todos, mas sem olhar nos olhos. E passei o dia inteiro trabalhando em pé, com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.
Resultado: certas coisas devem ser feitas somente pelas mulheres...
Não adianta tentar misturar os universos masculino e feminino.

(Autoria desconhecida)

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Canção para uma Valsa Lenta

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Minha vida não foi um romance...
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amas, não digas, que morro
De surpresa... de encanto... de medo...

Minha vida não foi um romance...
Minha vida passou por passar.
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.

Minha vida não foi um romance...
Pobre vida... passou sem enredo...
Glória a ti que me enches a vida
De surpresa, de encanto, de medo!

Minha vida não foi um romance...
Ai de mim... Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso... de um gesto... um olhar...

Mario Quintana (Canções, 1946)

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Portas Abertas para um Sorriso...

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Hoje fiquei pensando no que iria escrever e resolvi falar um pouquinho da maneira como eu encaro a vida e as pessoas.
Sempre me perguntam como consigo ser simpática, brincalhona, carinhosa e de bem com a vida. Quem me vê de fora, acha que tudo sempre é um mar de rosas, mas é claro que não é!
Tenho problemas como todo mundo e quando a tristeza bate, choro sozinha com meu travesseiro, pois não acho correto que as pessoas ao meu redor tenham que conviver com minhas mazelas, porque eu tenho em mente que meu propósito nessa terra é trazer um pouco de alegria, força, esperança e tranqüilidade aos que me rodeiam.
Sei que esse papo soa de forma demagógica, mas lhes digo com o coração que isso é parte de um egoísmo meu. Sim, porque minha forma de ser feliz é vendo meu próximo feliz. Então porque vou jogar nele minhas tristezas? Já não bastam as dele?! Então o que tento é fazê-lo sorrir, porque assim, meu sorriso vem mais forte... Mais sincero... Mais feliz...

Acredito também nas energias do universo. Acredito que todas as vibrações que emanamos, de certa forma produzem uma corrente ao nosso redor. Então não é muito melhor sorrir para a vida, transmitindo coisas boas do que emanar tristeza e melancolia? Certa vez ouvi de um psicólogo que a dor é do ser humano, não há como fugir mas que o sofrimento é opcional.
Pense nisso. A dor vai vir, com certeza. Nem sempre estamos rodeados de pessoas que nos amam e só querem nosso bem. Nem sempre o amor será correspondido, o emprego será o dos sonhos, o sonho será realizado. A dor virá, mas só ficaremos sofrendo se quisermos. Temos a opção de querer ser feliz. Eu todo dia peço a Deus que me dê forças pra espantar as coisas ruins da minha vida, os sentimentos não tão nobres, as pessoas que não me fazem bem, as vibrações negativas. Porque eu quero estar bem, feliz, pra poder fazer alguém também feliz!
Dizem que pra quem abre um sorriso não existem portas fechadas. E é nisso que eu acredito. Talvez por isso viva sorrindo... É o meu cartão de visitas. É a minha forma de ser aceita e de trazer luz a quem possa precisar!
Não economize sua luz! Ela se renova todos os dias! Sorria pra vida! Sorria pra mim!
Beijos sorridentes !!!

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Novo RG

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A nova carteira de identidade dos brasileiros - que deverá entrar em vigor em janeiro do ano que vem - vai reunir CPF, RG e título de eleitor em um só documento.
Com a implantação do Afis (sigla em inglês do Sistema Automático de Identificação de Impressões Digitais) no Instituto Nacional de Identificação (INI) da Polícia Federal, a intenção é gerar um número nacional para todos os brasileiros.
Hoje, cada órgão que cuida do assunto nos estados produz um número diferente de carteira de identidade, o que possibilita uma pessoa a emitir o documento em diferentes regiões. Agora, as impressões digitais serão encaminhadas para o INI, que fará um único banco de dados.
O novo documento de identidade vai ter o tamanho de um cartão de crédito. A maior novidade é o chip, que armazena todas as informações da pessoa e também as impressões digitais.
A informação não é uma tinta, então nenhum reagente químico pode alterá-la, todos os dados são gravados a laser no corpo do documento.
A proposta é que, em nove anos todos os brasileiros tenham o novo registro, que vai acabar com o problema de homônimos (pessoas que têm o mesmo nome e números de registro diferentes), e principalmente com as fraudes.

Fonte: WebMais.com

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Time To Say Goodbye

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Impossível não se emocionar diante de tão belo espetáculo! Aproveitem...


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Você é um Envelhescente?

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Em tempos de baixa criatividade, um crônica de quem tem ela de sobra!
Beijos meus queridos...

Se você tem entre 45 e 65 anos, preste bastante atenção no que se segue. Se você for mais novo, preste também, porque um dia vai chegar lá. E, se já passou, confira.
Sempre me disseram que a vida do homem se dividia em quatro partes: infância, adolescência, maturidade e velhice. Quase correto. Esqueceram de nos dizer que, entre a maturidade e a velhice (entre os 45 e os 65), existe a ENVELHESCÊNCIA.
A envelhescência nada mais é que uma preparação para entrar na velhice, assim com a adolescência é uma preparação para a maturidade. Engana-se quem acha que o homem maduro fica velho de repente, assim da noite para o dia. Não! Antes, a envelhescência! E, se você está em plena envelhescência, já notou como ela é parecida com a adolescência? Coloque os óculos e veja como este nosso estágio é maravilhoso:
- Já notou que andam nascendo algumas espinhas em você? Notadamente na bunda?
- Assim como os adolescentes, os envelhescentes também gostam de meninas de vinte anos.
- Os adolescentes mudam a voz. Nós, envelhescentes, também. Mudamos o nosso ritmo de falar, o nosso timbre. Os adolescentes querem falar mais rápido; os envelhescentes querem falar mais lentamente.
- Os adolescentes vivem a sonhar com o futuro; os envelhescentes vivem a falar do passado. Bons tempos...
- Os adolescentes não têm idéia do que vai acontecer com eles daqui a 20 anos. Os envelhescentes até evitam pensar nisso.
- Ninguém entende os adolescentes... Ninguém entende os envelhescentes... Ambos são irritadiços, se enervam com pouco. Acham que já sabem de tudo e não querem palpites nas suas vidas.
- Às vezes, um adolescente tem um filho: é uma coisa precoce. Às vezes, um envelhescente tem um filho: é uma coisa “pós-coce”.
- Os adolescentes não entendem os adultos e acham que ninguém os entende. Nós, envelhescentes, também não entendemos eles. "Ninguém me entende" é uma frase típica de envelhescente.
- Quase todos os adolescentes acabam sentados na poltrona do dentista e no divã do analista. Os envelhescentes, também a contragosto, idem.
- O adolescente adora usar uns tênis e uns cabelos. O envelhescente também. Sem falar nos brincos.
- Ambos adoram deitar e acordar tarde.
- O adolescente ama assistir a um show de um artista envelhescente (Caetano, Chico, Mick Jagger). O envelhescente ama assistir a um show de um artista adolescente.
- O adolescente faz de tudo para aprender a fumar. O envelhescente pagaria qualquer preço para deixar o vício.
- Ambos bebem escondido.
- Os adolescentes fumam maconha escondido dos pais. Os envelhescentes fumam maconha escondido dos filhos.
- O adolescente esnoba que dá três por dia. O envelhescente quando dá uma a cada três dia, está mentindo.
- A adolescência vai dos 10 aos 20 anos: a envelhescência vai dos 45 aos 60. Depois sim, virá a velhice, que nada mais é que a maturidade do envelhescente.
- Daqui a alguns anos, quando insistirmos em não sair da envelhescência para entrar na velhice, vão dizer: “ É um eterno envelhescente”!...
Que bom!

Mario Prata

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