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Ginástica para o Cérebro

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O simples gesto de trocar de mão para escovar os dentes é um exercício de Neuróbica. O termo "Neuróbica" utilizado por Lawrence C. Katz em seu livro "Mantenha o Seu Cérebro Vivo" refere-se à nova ciência do exercício do cérebro. Pesquisas indicam que o processo de envelhecimento do cérebro não anula a capacidade extraordinária que este tem de crescer e mudar o padrão de suas conexões.
Assim como os exercícios físicos ajudam a manter a boa forma física, a Neuróbica pode ajudar a melhorar a capacidade mental, ativando circuitos da rede associativa do cérebro que estão quase fora de uso, possibilitando maior flexibilidade mental.
Segundo Katz, a Neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações dos sentidos – visão, olfato, tato, paladar e audição – além da experiência emocional.
A Neuróbica estimula padrões de atividade neural criando mais conexões entre diferentes áreas do cérebro e faz com que as células nervosas produzam nutrientes naturais do cérebro, as neurotrofinas, que têm a capacidade de fortalecer as estruturas de conexão.
Os adultos perdem experiências multisensoriais fazendo uso de apenas um ou dois sentidos e a medida que envelhecem fazem opção pela previsibilidade, tentando tornar a vida mais fácil e menos estressante. O que aparenta ser prático, por um lado, acomoda o cérebro, reduzindo as oportunidades de novas associações. Por outro lado, o cérebro tem fome de novidade e reage ao que é inesperado, como novas informações inéditas provenientes do mundo exterior. A novidade é que estimula o cérebro, fortalece as conexões sinápticas e acelera a produção de neurotrofinas. A Neuróbica é um programa com base científica para ajudar as pessoas a modificar comportamentos, introduzindo o inesperado em seus cérebros e mobilizando a ajuda de todos os seus sentidos no dia-a-dia. Entre os inúmeros exercícios sugeridos por Katz, envolvendo um ou mais dos sentidos em novo contexto, estão:
• Escrever com a outra mão;
• Usar o relógio de pulso no braço direito;
• Escovar os dentes com a mão contrária da de costume;
• Andar pela casa de trás para frente;
• Vestir-so com os olhos fechados;
• Estimular o paladar, comendo coisas diferentes;
• Ver fotos ou ler um livro de cabeça para baixo;
• Ver as horas num espelho;
• Fazer um novo caminho para ir ao trabalho;
• Conversar com o vizinho que nunca dá bom dia...
Os exercícios têm por objetivo reativar áreas do córtex que processam o tato, o paladar e o olfato, sentidos normalmente substituídos pela visão e audição.
Agora, feche seus olhos e tente escrever seu nome numa folha de papel ou digitá-lo no teclado. Ou ainda: troque o mouse de lado. Tente, invente, faça alguma coisa diferente... Vale a pena! Ao fazer isso você estará ativando circuitos cerebrais raramente utilizados, estará praticando a Neuróbica.
Boas descobertas!!!

Fonte: Lawrence C. Katz (Mantenha o Seu Cérebro Vivo, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2000)

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A - COR - DAR

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Você sabe o que significa a palavra ACORDAR?
Vamos fazer uma brincadeira e separar em sílabas a palavra acordar? A-COR-DAR
Viu?
Significa "dar a cor", colocar o coração em tudo o que se faz.
Existem pessoas que acordam às 6h da tarde. É isso mesmo!
Pela manhã caem da cama, são jogadas da cama, mas passam o dia todo dormindo. E existem alguns, acredite, que passam a vida toda e não conseguem acordar.
Eu tive um amigo que acordou aos 54 anos de idade. Ele me disse:
- Descobri que estou na profissão errada! E ele já estava se aposentando...
Imagine o trauma que esse amigo criou para si, para os colegas de trabalho, para a sua família! Foi infeliz durante toda a sua vida profissional, porque simplesmente não "acordou".
Eu, na época, era muito jovem, mas compreendi bem o que ele estava me ensinando naquele momento.
Por mais cinzento que possa estar sendo o dia de hoje, ele tem exatamente a cor que dou a ele.
Sabe por quê?!
Porque a vida tem a cor que "a gente pinta"...
O engraçado é que os dias são todos exclusivos. Cada dia é um novo dia, ninguém o viveu.
Ele está ali, esperando que eu e você façamos com que ele seja o melhor da nossa vida.
Os meus dias são os mais lindos da face da Terra porque eu os faço os mais lindos da face da Terra.
Dê a você a oportunidade de “a-cor-dar” todos os dias e compartilhar com os outros o que Deus nos dá de melhor:
O PRIVILÉGIO DE FAZER OS OUTROS FELIZES!
Beijokas...

(Autoria desconhecida)

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Carta para Papai Noel

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(Mais um texto genial da minha escritora preferida...)

Caro Papai Noel,

não vou lhe pedir boneca, carrinho ou game porque não sou mais criança, e também não vou pedir paz no mundo porque já não acredito mais nisso. Mas ainda acredito no senhor, o que é miraculoso. Então lhe peço através desta humilde cartinha: será que neste Natal o senhor poderia harmonizar esta quantidade incrível de casais que se amam mas não se entendem?
Não sei se o senhor é casado, solteiro ou enrolado, mas deve entender um pouco dessas coisas, suas barbas brancas não surgiram do nada. O que acontece é o seguinte: João ama Maria e Maria ama João, mas o ciúme impede que eles vivam tranqüilos (Maria está sempre desconfiada e pega muito no pé dele).Carlos ama Regina e Regina ama Carlos, mas a diferença de idade deixa ela insegura (ela é 10 anos mais velha e não percebe que ele não dá a mínima pra isso). Suzana ama Flávio e Flávio ama Suzana, mas eles não demonstram este amor da mesma maneira (ela é mais cautelosa, nunca disse "eu te amo", e ele fica grilado). Vivian ama Marilia e Marilia ama Vivian, mas têm problemas para assumir a relação (uma saiu do armário e a outra esconde a homossexualidade da família). Jairo ama Luiza e Luiza ama Jairo, mas o sexo é traumático pra ele (Jairo se recusa a fazer terapia). Selma ama Renato e Renato ama Selma, mas ela parece desinteressada (só dá atenção aos filhos). Juca ama Andrea e Andrea ama Juca, mas eles brigam por qualquer coisinha (um é egocêntrico e o outro também, então já viu, né?)
Papai Noel, se eu fosse citar todos os exemplos, não caberia nesta minha coluna. Seria uma carta sem fim, e eu tenho outros textos pra escrever, o dever me chama. Então, meu bom velho, posso contar com o senhor? É só distribuir de casa em casa os seguintes presentes: positivismo, serenidade e consciência, para que o pessoal se lembre que desacertos fazem parte de TODAS as relações: ou enfrenta-se com bom humor ou então é melhor ficar sozinho. Mas taí uma coisa que ninguém acredita: que a solidão é a melhor opção.
Papai Noel, vê lá. Estou confiando nas suas barbas brancas.

Martha Medeiros

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As Cores que Curam

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Como adepta de algumas terapias holísticas, hoje eu quero dividir com vocês dicas muito úteis que aprendi com a cromoterapia, ciência que utiliza como ferramentas de tratamento as cores do espectro solar.
É por meio das vibrações que cada cor emite e sua influência sobre a saúde que são tratados problemas físicos e emocionais, muitas vezes paralelamente à medicina tradicional.
Hoje em dia há várias maneiras de se aplicar a cromoterapia e uma das mais comuns é a que ajusta a cor diretamente em pontos específicos do corpo. Minha terapeuta usou esse método, auxiliada por um aparelho chamado Bastão Cromático.
O Bastão remonta das origens de uma civilização (Atlântida) que existiu antes do nascimento dos egípcios, babilônicos, gregos e outras. Essa civilização utilizava-se amplamente da fonte de energia que provinha dos cristais e metais.

O Bastão é um dispositivo radiônico, cuja função é acumular, ampliar e emitir energia. É confeccionado a partir de um tubo oco de cobre (sendo o cobre um excelente transmissor de energia), 8 lentes coloridas (em acrílico) - que direcionam as energias para o objetivo específico - e um cristal de quartzo límpido que, por sintonia projetada pela mente humana, direciona a energia armazenada no tubo.
O cristal tem que ser lapidado em doze (12) lados simétricos, pois assim ele amplifica e acelera o princípio ativo da pedra.
Conheça as propriedades terapêuticas e o efeito de algumas cores:

AZUL

• Propriedades terapêuticas: Calmante, analgésico, indicado nas infecções com febre. Atua no sistema nervoso, vasos, artérias e todo o sistema muscular. Combate o egoísmo e traz harmonia.

• Efeito: Está ligado à espiritualidade. É a cor da verdade, da imortalidade, da fidelidade e da justiça. O azul ajuda a desenvolver a inteligência, transmite calma, propicia o equilíbrio emocional e é bom para a meditação. É a cor do infinito. Não é aconselhável para quem tem pressão baixa. Azul é a cor da água-marinha, do berilo e da solidalita (pedras).

• A cor nas roupas: Vista azul para obter harmonia, paz e tranquilidade.

AMARELO

• Propriedades terapêuticas: Estimula o sistema nervoso central, melhora o processo de cura, contribui para a regeneração de problemas ósseos, bom para prisão de ventre, potencializa o fósforo e o sódio. Estimula o intelecto.

• Efeito: É a cor da riqueza e da tradição. Psicologicamente, é a cor da intuição. Simboliza a juventude e a audácia. Ajuda a comunicação e transmite alegria. Favorece as práticas espirituais. Aciona a capacidade mental, aumentando a sua
imaginação, atraindo pessoas intelectuais. Não é indicado para pessoas imaturas e inseguras. A cor amarela é a cor do topázio e do citrino (pedras).

• A cor nas roupas: Vista amarelo quando necessitar tonificar o sistema nervoso, para estimular a intuição e atrair dinheiro.

VERMELHO

• Propriedades terapêuticas: Dá muita energia, vitalidade, estimula o fluxo sanguíneo e libera adrenalina. Ajuda a restauração das células. Combate resfriados sem febre, dispersa o cansaço e ameniza dores reumáticas.

• Efeito: É a cor do sangue, que criou o mundo e o destruirá. Simboliza a vida, o calor, a divindade e o oculto. Corresponde também ao egoísmo e ao ódio. Psicologicamente, o vermelho representa o desejo amoroso e a paixão. O vermelho é uma cor que tanto espanta como aproxima; é a cor do perigo. A cor vermelha é a cor do rubi e da granada (pedras).

• A cor nas roupas: Vista vermelho quando precisar de coragem, força e vontade ou quando sentir necessidade de atrair alguém. É aconselhável usar em casos de depressão e insuficiência cardíaca. Não é aconselhável para quem tem pressão alta.

VERDE

• Propriedades terapêuticas: Favorece o equilíbrio hormonal, estimula órgãos digestivos e tem ação refrescante, anti-infecciosa e anti-séptica. Ajuda a dilatar os vasos sanguíneos. Alivia a insônia. É a cor da aura.

• Efeito: É a cor das águas e da natureza. Simboliza a regeneração espiritual, a esperança e os mistérios da iniciação. É a cor do conhecimento. O verde aumenta a auto-confiança e a perseverança. Deve ser evitado nos casos de cólica. Verde é a cor da esmeralda, agáta, malaquita e aventurina (pedras).

• A cor nas roupas: Vista verde para ganhar presentes e diminuir seu stress.

Para ajudar o corpo a se recuperar mais rápido, os cromoterapeutas indicam a mentalização por 30 segundos, duas vezes por dia, até a melhora dos sintomas, das seguintes cores:
• verde, lilás e azul, para a região dos brônquios, seios nasais e traquéia;
• verde, azul, rosa forte e amarelo, para os alvéolos pulmonares;
• rosa forte, para a corrente sangüínea frontal;
• azul, para o corpo todo.

Beijos coloridos...

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A Arte de Simplificar Textos Científicos

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Textos Científicos são escritos numa linguagem de difícil compreensão para o grande público. Torna-se necessário simplificá-los tornando-os mais acessíveis. Observem abaixo os estágios desta SIMPLIFICAÇÃO:

TEXTO ORIGINAL (versão PhD):

O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum (Linnaeus), isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e arestas retilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifira (Linnaeus). No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em consequência da pequena deformidade que lhe é peculiar.

PRIMEIRO ESTÁGIO DA SIMPLIFICAÇÃO (mestre):

A sacarose extraída da cana-de-açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em consequência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.

SEGUNDO ESTÁGIO DA SIMPLIFICAÇÃO (graduação universitária):

O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.

TERCEIRO ESTÁGIO DA SIMPLIFICAÇÃO (ensino médio):

Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.

QUARTO ESTÁGIO DA SIMPLIFICAÇÃO (ensino fundamental):

Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.

ESTÁGIO FINAL DA SIMPLIFICAÇÃO (linguagem popular):

Rapadura é doce, mas não é mole, não.

Fonte: Desconhecida

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Eu Etiqueta

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Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce andar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
da vitrine me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo dos outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.

Carlos Drummond de Andrade (Corpo, Editora Record, 1984)

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Brincando com Comidas

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Há tempos recebi essas imagens e achei todas espetacularmente criativas. São ótimas para ensinar crianças enjoadas pra comer (todos nós conhecemos alguma criança assim...), que mal olham pra cara do alimento e já dizem:
- Não gosto!!!

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Como Evitar "Programa de Índio"

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Pedir carne de porco no lugar de frango, virar à esquerda quando deveria ser à direita, entrar pela saída ou pedir uma "Cueca-Cuela" no avião são alguns dos micos que os turistas passam pelo menos uma vez na vida.
Pensando nisso, Helena Perim Costa, autora do bem-humorado "Guia de Elegância de uma Reles Mortal", chegou à conclusão de que é impossível não entrar em roubadas durante viagens de férias, mesmo consultando guias de turismo, roteiros e perguntando para quem já esteve por lá antes.

Então ela decidiu escrever um "antiguia" turístico. O "Guia Michelíndio: Aonde não ir, o que não comprar, o que não comer, com quem não viajar e outras dicas para evitar roubadas turísticas", chega com a pretensão de desmistificar os destinos turísticos e ensinar como evitar o "programa de índio". Com dicas sinceras, a autora reúne no livro tudo o que é essencial para que as viagens não corram riscos de se tornarem traumáticas.
Segundo Helena, " lugar micado tem no mundo inteiro e nem sempre as férias acontecem como se espera. Por isso, meu objetivo é evitar que os turistas gastem seu rico dinheirinho em locais sem graça, passem 30 dias na companhia de uma pessoa chatérrima, comam mal ou voltem mais cansados do que partiram".


Para evitar aborrecimentos, ela classifica os roteiros e alguns locais mais conhecidos com penas, que variam de um a cinco. Quanto maior o número de penas, mais "programa de índio" ele é.
Das malas aos souvenires, do Marrocos à China, o "Guia Michelíndio" expõe com bom humor o que deve ser feito caso o turista não queira entrar numa fria. Além disso, descreve situações hilárias que têm a ver com 99% dos viajantes menos informados.

Trecho

Definição de mala segundo o dicionário: "Caixa coberta de couro, lona, lata ou outro material, fechada com cadeado ou chave onde se guardam ou levam objetos, geralmente roupas".
Definição de mala segundo minha experiência: um trambolho dentro do qual você coloca um monte de roupas e sapatos e, no final, não usa nem a metade. Que pesa sempre mais do que você gostaria e no qual cabe menos do que você queria levar. A maioria vem com rodinhas que quebram na primeira semana e têm o poder de deixar marcas inesquecíveis, como cicatrizes e hematomas, dores lombares, unhas quebradas, etc. Enfim, algo que você odeia, mas sem o qual não pode viajar. E que, se por vingança às vezes desaparece, é pelo que você mais chora.

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